sexta-feira, 23 de maio de 2008
Verdade
Resquício de vida encontrado por
Anônimo
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19:52
sábado, 10 de maio de 2008
Tédio.
No quarto
Na sala
No canto
Sentado
Sozinho
(Perdido!)
Agachado
De olhos fechados
Buscando
Palavras
As vozes
Um riso.
O pranto
Escorre
Salgado
Molhando os lábios
De olhos vermelhos
Espinhos fincados
Coração machucado
Dentro do peito.
[Paulo Ricardo]
Resquício de vida encontrado por
Paulo Ricardo C. Cardoso
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18:17
quinta-feira, 20 de março de 2008
Compreendes o que falo?
Pedra comum,
Pontapeada por todos...
Esquecida no tempo,
E amada pela Natureza...
Da terra um dia farás parte.
Serás planta, ou animal ou pessoa.
Serás vida entre a morte,
Serás riqueza entre a pobreza...
(isto se a riqueza não sujar
o coração daquele que a possuiu).
Serás dom e virtude,
Serás coragem e força,
Humildade e sabedoria,
(não conhecimento)
Serás sonho... serás realidade...
Serás paz e a felicidade.
Não serás inveja,
Ou ganância,
Ou cegueira.
Verás o mundo como ele o é,
Afastando a gula de tudo ter.
Serás simples, pacata...
Viverás sempre sem medo,
E aprenderás a sabedoria da vida
Que poucos conseguem realmente encontrar.
E terás o verdadeiro sossego de alma...
Loucura?
Resquício de vida encontrado por
Anônimo
às
09:51
quinta-feira, 13 de março de 2008
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
A morte necessária da razão

Era uma tarde de luz azul vibrante
As estrelas tentavam me espiar
As mãos no rosto não deixavam que me reconhecessem
Era tarde da noite
O desejo súbito e mais verdadeiro é de que não houvesse estrelas
O desejo é de que não houvesse nada...
As mãos não me escondem do mundo
E sim o mundo de mim
Era quase uma opaca escuridão
O calor era do abraço solitário
Era do agasalho que não me abandonou
Do coração que em mim acreditou
Dos meus sapatos que me viram mau
E mesmo assim não me deixaram só
O meu sangue...
Do meu sangue que tentei ver
E que por timidez e gratidão
Não quis aparecer
De costas a uma rocha amiga
Fico sem saber o que fazer
A gota salina que escorre por dor
Faz seu caminho acariciando o rosto
Como por amor
Como se quisesse confortar
Como se não quisesse abandonar
Como se quisesse...
As mãos frente aos olhos
Fecham devagar
Acomodando em dobras
Todas as marcas das palmas
A língua umidece os lábios
Ressecados pelo vento frio
O coração avisa que há vida
O ouvido apita
A boca grita
O eco distante faz companhia
O sorriso é ríspido
Se as mãos quente estavam
Agora aos poucos
Frias ficavam
É somente um pesadelo
Ou da vida sofrida
Do coração machucado
Do amor duvidado
Um desejo,
..
["A morte necessária da razão"]
[Paulo Ricardo]
Resquício de vida encontrado por
Paulo Ricardo C. Cardoso
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01:14
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
A essência

Passamos a vida a correr atrás de coisas sem importância que nos esquecemos de apreciar a verdadeira essência desta.
Passo apressado...
Desatento...
Olhar cabisbaixo...
Pensamento distante.
Lembra o passado...
Esquece o presente...
Teme o futuro...
Não sabe ver...
Não sabe ouvir...
Não sabe tocar...
Vive na solidão,
Fechado num casulo
Que o impede de sentir
O mundo ao seu redor
(com todo o seu esplendor...)
E simplesmente é guiado
Pela rotina cega que toma,
E nunca irá aperceber-se
Da beleza da vida.
Resquício de vida encontrado por
Anônimo
às
20:58
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Sozinho

Pra onde foram todos?
Aonde, diabos, se esconderam?
Por que me deixaram aqui, sentado e só?
Por que é que nínguem me dá atenção?
Por quê?
Por que toda essa máscara se é em vão?
Não há o que temer, não desperdiçarei minhas palavras!
Ah! Isso não!
Não! Não! Não!
Mas por que me deixaram aqui?
O que foi que eu fiz?
Nesse escuro quarto escuro...
Nesse profundo e vasto mundo...
Por quê?
Por que não me levaram com vocês?
O que eu fiz?
Ou o que dele deixei de fazer?
Será que não vêem que também quero viver?
Será que não vêem que também tenho coração e não quero sofrer?
Será?
Disseram que o que será, será!
Mas será?
Será que vão me encontrar?
Será que vão me procurar?
Não sei...
Já disse que não sei...
Não insista, mero leitor, não insista!
Eu não sei o que fiz!
Tudo bem, devo ter algo feito, mas...
Eu não sei o que fiz!
Por que, diabos, querem me pressionar?
Eu tenho culpa de estar aqui?
Por quê?
Por quê?
Eu só queria atenção de quem me vê...
Só...
Eu nunca pedi demais...
Não, nunca! Eu juro!
E pensando assim, acabo por me perder mais e mais...
Mas não foi eu que me perdi...
Foram eles... Eles que me perderam!
Eles que me deixaram aqui...
Não, senhor, eu não sei o que eu fiz...
Mas que deve ser grave, deve, eu já entendi...
Doutor...
Faça-me um favor?
Apague a luz,
Feche a porta,
Pois hoje só quero assim sozinho,
Desse jeito perdido,
Dormir.
Resquício de vida encontrado por
Paulo Ricardo C. Cardoso
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00:48
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Sonho

Por um qualquer motivo,
Ele sentado debaixo
Da árvore da vida,
Observou a lua
Delicadamente.
Imaginou-se
Passear entre
Aqueles brancos montes
Cobertos de sonhos,
E arrepiou-se!
Sorriu
Ao pensar
Que aquele lugar mágico
Era habitado por anjos,
Que cantam e tocam
Músicas de liberdade,
De paz...
De amor.
Apercebeu-se então
Do crime que seria
Perturbar o sossego
Sagrado daquele oásis.
Aquele lugar deveria
Permanecer intocável!
Apenas e somente
Os inocentes e sonhadores
Eram merecedores
De tal previlégio.
E permaneceu ali!
Debaixo da árvore
Da vida,
Contemplou em silêncio,
(Para ouvir as melodias...)
Aquele planeta,
Maravilhado
Com a simples sorte
De poder estar ali...
Naquele momento.
Bom Natal!
Resquício de vida encontrado por
Anônimo
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16:56
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
A vírgula

Numa página qualquer da vida, certa vez uma vírgula desejou se juntar a outra vírgula.
Mas percebeu que entre ela e a outra uma palavra havia.
Tão longa era a palavra que mal podia ver a vírgula que desejava.
Decidiu, então, quebrar a regra e numa breve despedida da palavra que anteriormente lhe acompanhava, pôs-se a pular de casa em casa.
A cada obstáculo que passava o contexto daquela história modificava confundindo o leitor.
Mas como seu objetivo fixava a meta que queria alcançar a qualquer valor.
E quando ao lado de sua vírgula amada ficou, pôs-se a cair em prantos por descobrir que o ponto antes dela chegou.
Foi-se apagada a vírgula largada e um ponto-e-vírgula no seu lugar se adicionou;
["A vírgula" - Paulo Ricardo]
[ Esboço ou Ensaio ]
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Paulo Ricardo C. Cardoso
às
15:16
sábado, 8 de dezembro de 2007
Estampado

Eu tenho como arma
Nada
Mais
Que as palavras
Sei que ferem
Ferem feito faca
Prendem feito estaca
Se atravancam no coração
Não tenho palavras
Destas
Que
Causam emoção
Não
Destas não tenho não
Mas tenho desenhada
A palavra que, hoje,
Se mostra estampada
Em meu coração
Escrita nas estrelas
Unidas pelas mãos
Tempestiva
Evasiva
A forma explícita de amar
Mal vejo o Sol - não quero -
Olho apenas para o brilho do luar
E vejo estampado na lua
Seu nome
Também vejo o semblante que cintila
Há flores e cores em volta
E as estrelas dançam encantadas em pleno dia
Quero(ria) você pra sempre em minha vida
Mas já amanheceu...
Resquício de vida encontrado por
Paulo Ricardo C. Cardoso
às
00:42
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Renascer

Olhar submerso
Num mundo
De pensamentos indiscretos...
Anseia o acordar,
Para renascer
Para o Mundo
Que nunca podera
Com seu doce
Olhar compreender.
Viveu nas sombras
De alguém,
Constantemente na vida.
Silenciosa e súbtil...
Sem nunca perceber
O porquê
Deste amarga certeza.
Calou o grito
Que ecoava na sua
Alma sedenta
De razão e coragem...
Todavia algo mais
Forte que a própria
Vontade de lutar,
A fez fechar
Num casulo
De emoções sufocantes.
E continuou fria
E cautelosa
Durante tempo indefinido...
No qual, uma manhã,
Despiu o casaco da tragédia
Que suportou,
E abriu os olhos
Para um novo mundo,
Com mais força
Para lutar pelos sonhos
E e com certezas
De querer alcançar
A felicidade que sempre desejou.
Resquício de vida encontrado por
Anônimo
às
15:24
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Batalha de orgulhos vãos
Esta é uma batalha
De sentimentos de cobardia,
Onde quem teima ser
Rei acaba por cair.
Fincam-se objectivos
Que convictamente
Afirmam ser correctos...
Fere-se o inimigo
Sem quaisquer remorsos...
E mata-se a alma
Que esconde
Os verdadeiros sentimentos.
Uma luta fria!
Não se medem
As palavras usadas.
Apenas o orgulho
É ferido pela consciência,
Nesta batalha
De mentiras compulsivas
Que é a vida.
Enterram-se
Os sentimentos mortos.
E dão-se os louros,
Entregues na bandeja
Das mentiras,
Aos orgulhosos vãos.
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Anônimo
às
09:55
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
O banho
Está imersa na banheira
Em um silêncio estridente
Brota um dedo da água
Depois algum outro
E ondula...
Até que a onda morre
Em uma outra que vem contra
Solta o ar aos poucos
De olhos fechados
De bochechas estufadas
A lágrima não sai
Por força da água
Quer gritar
Esperniar
Agora não quer mais...
[Esboço]
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Paulo Ricardo C. Cardoso
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01:07
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Várias sobre nada...
O que as nuvens ocultam?
Já me disseram que por detrás
Das nuvens felicidades sepultam
Mas...
Será que sou tão incapaz
Por vê-la meramente como nuvem?
Não quero enxergar
Ou
Não posso notar?
Sob o Sol estamos nós
Sobre ele, não me arrisco
Pois não sou assim algoz
A ponto de dizer o que,
De verdade,
Sinto.
Resquício de vida encontrado por
Paulo Ricardo C. Cardoso
às
20:19
domingo, 7 de outubro de 2007
Fuga?!

Fugistes de mim
Minha nobre alma poeta
E fico agora vagando
Procurando as palavras certas
Me deixastes na escuridão
Minha doce prosa desvairada
Agora as únicas coisas que encontro
São as sombras desesperadas
Ingrato coração
Ou seria uma tormenta?
Nesta vasta escuridão
Minha ansiedade só aumenta
Ingrata ingratidão
Fez de mim se afastar
Aquela inspiração
Que fazia-me sonhar...
Resquício de vida encontrado por
Paulo Ricardo C. Cardoso
às
19:56
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
MáscarasSorriso, existe mágoa.
Tem uma falha...
Assim como cada cara
Esconde um sentimento
Que não quer revelar.
Guardei-os num lugar
Que não quero que alguém
Possa encontrar.
Pensem que sou normal,
Que não tenho problemas,
Que levo uma vida
Repleta de coisas boas...
Mas o que guardo,
Bem dentro de mim
É um vazio tão grande...
Uma dor que me mata diariamente...
Que jamais alguém irá compreender.
Talvez se sorrir,
Deixe de chover!
Quem sabe se estas nuvens
Não irão desaparecer...
Mas um sorriso,
De nada servirá!
Talvez se sorrir
Os outros me achem mais bonita,
Mais simpática,
Mais alegre...
(mas o sorriso desvanece...)
(A dor continua...)
Talvez se sorrir...
Passe despercebida pela rua...
Que ninguém dê pela minha existência...
Enquanto uma face mostra
Um sorriso radioso...
Ninguém sabe
O que vai no interior de cada casa...
O que não se vê...
Resquício de vida encontrado por
Anônimo
às
15:59
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Soldado Solitário
Sou um soldado solitário
Entre a cruz e a espada
Vivo por conquistar novos valores
Que para mim não valem nada
Caminhei por muitas terras
Naveguei em grandes mares
Carregando uma cruz de pedras
Esperando minha liberdade...
Venha a mim Liberdade!
Já perdi a minha vida
Choro agora de agonia
Choro inteiro de saudades
É tudo falso: essa coragem
É apenas uma máscara
Pra enganar os velhos hipócritas
Dessa falsa-escancarada autoridade
Meu desejo é de lágrimas
De flores, amores e sorrisos
Essa maldita pátria amada
Mais parece coisa de riso
Essa bandeira que agora finco
Marca apenas minha derrota
E a vitória dos velhos hipócritas
Como um teatro a ver por horas
"Assistem
Aplaudem
Ouvem o alarme
Levantam sorrindo
Como se estivessem em um circo"
Está tão tarde
Já chegou a minha hora
Odeio despedidas
Mas tenho de ir embora
Preciso minha roupa sujar
De sangue-amargo-escarlate
E a luz agora apago
Para o silêncio
Do meu corpo
(Que agora já sou osso)
Eternizar.
["Soldado Solitário" - Paulo Ricardo]
[24 de setembro de 2007]
Resquício de vida encontrado por
Paulo Ricardo C. Cardoso
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00:15
segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Como uma sombra,
Ela caminhou pelos recantos
Mais sucumbidos da terra,
Expandindo o terror
E derramando lágrimas
De sangue e angústia.
Quebrou os corações
De todos aqueles que diziam
Ser amantes do tempo...
Amantes da vida...
Amantes cobertos de paixão.
Fantasma perdido,
Quebra a maldição
Que lançaste sobre
Estes imundos mortais,
E deixa-os sufocar na própria dor.
Dizem-se ser devotos pelo amor...
Mas são eles os responsáveis
Pelos danos causados
À alma.
Impuros de pensamentos...
Impuros nos actos...
Eles transportam a sua cruz
Até à sepultura, escavada
Por eles mesmos.
Enterram os sentimentos
Que guardaram secretamente
Em um lugar que ninguém alcançou...
E no silêncio da noite,
Derramam lágrimas
Numa melodia triste da alma...
Enquanto tu os abraças,
Num conforto que os sufoca
E os leva a cometer loucuras.
Mas tu Desgraça,
Sentes-te insanamente feliz
Porque o teu feitiço
Ficou completo.
E enquanto a vida passa
Andarás sempre atrás
De uma vítima,
Como um cão fiel ao seu dono.
E quando num momento
De agonia,
Tu apunhá-las essa ferida,
Para que esta nunca seja esquecida,
Nem mesmo quando o tempo passa...
Resquício de vida encontrado por
Anônimo
às
07:44




